sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Morro da Boa Vista

Morro da Boa Vista


O Morro da Boa Vista pertence ao Parque Estadual Cunhambebe, podemos chegar através de uma trilha estreita, desviando plantas na altura do rosto e das pernas e muito cuidado com os pontos mais íngremes.



A superfície do morro é toda coberta por vegetação rasteira, com muitos cactos. (Em dias quentes como esse, não há sombra pra se proteger, portanto não se esqueça de levar agua e protetor solar!). Nesse instante, você tem certeza que todo o incomodo do caminho valeu a pena, pois a vista dali é sensacional. De lá é possível ver a Praia de Grumari, as Praias Selvagens de Guaratiba  e a Pedra da Tartaruga, também em Barra de Guaratiba. É realmente uma vista incrível, pois a interferência humana ali é mínima.

Seguindo um pouco mais adiante você chega a outro ponto de vista e, de lá, é possível tirar ótimas fotos (como a que segue abaixo). Só tome cuidado pois no entorno há muitas plantas espinhosas rasteiras, como cactos. É quase inevitável sair dessa trilha sem nenhum arranhão, mas nada que preocupe, faz parte da aventura






sábado, 22 de novembro de 2014

Montanhismo Brasileiro

O Pão de Açúcar
No Brasil, até o século XVIII, algumas montanhas já haviam sido escaladas. Porém, tais ascensões, realizadas principalmente por bandeirantes, tinham caráter exploratório e não ficaram registradas. No início do século XIX, mais precisamente em 1817, foi registrada a primeira ascensão ao cume do Pão de Açúcar (396m), no Rio de Janeiro. A inglesa Henrietta Carsteirs, aos 39 anos, aventurou-se pela rocha e fincou a bandeira de seu país no topo. Quem sabe o eco do Mont Blanc havia chegado às terras tupiniquins? Talvez ela tenha sido influenciada pela primeira ascensão feminina ao Mont Blanc, em 1808. Mas isso é apenas uma suposição.
Pedra da Gávea, RJ - Brasil. Foto dos autores.O certo é que esse acontecimento causou certa agitação na cidade do Rio de Janeiro, seja pelo seu cunho de audácia ou por despertar sentimentos nacionalistas nos colonizadores portugueses. Motivado por esse sentimento, no dia seguinte ao feito de Carsteirs o soldado lusitano José Maria Gonçalves chegou ao cume do Pão de Açúcar. Lá, trocou a bandeira do Reino Unido pelo Pavilhão Real Português.

Neste mesmo século, outras montanhas viriam a ser conquistadas no Brasil. Em 1824, D. Pedro I acompanhou pessoalmente a abertura de uma trilha até o cume do Corcovado (704m), também no Rio de Janeiro. Em 1828, já eram registradas ascensões à Pedra da Gávea (842m). Em 1841, foi atingido o cume da Pedra do Sino (2.263m), em Teresópolis, no Estado do Rio de Janeiro. Em 1879, o Monte Olimpo Agulhas Negras, RJ - Brasil. Foto dos autores.

O Dedo de Deus
O dia 8 de abril de 1912, no entanto, marcou definitivamente o início do montanhismo no Brasil, exatamente como a ascensão do Mont Blanc havia decretado o início do alpinismo, quase 126 anos antes. Neste dia, um grupo de teresopolitanos chegou ao cume do Dedo de Deus (1.675m), na Serra dos Órgãos, em Teresópolis. Antes, alemães já haviam tentado escalar a montanha, mas foram vencidos pelo difícil acesso e pelas diferenças em relação ao tipo de rocha a que estavam acostumados na Europa. Este fracasso e a presunçosa afirmação posterior dos alemães, de que, se eles não conseguiram conquistar o Dedo de Deus, ninguém mais conseguiria, foi o que motivou José Teixeira Guimarães a escalar a montanha. Ferreiro pernambucano radicado em Teresópolis, ele foi acompanhado na empreitada por RaulA conquista do Dedo de Deus foi realizada pela face oposta à que se vê na foto. Foto dos autores.Carneiro, um caçador local que serviu de guia aos alemães pelas matas da serra, e os irmãos Alexandre, Américo e Acácio de Oliveira.
Foram ao todo sete dias acampados na base da montanha. Para vencê-la, Teixeira e seus companheiros fixaram grampos como proteções no granito, além de grossas varas de bambu, munidas de degraus, para vencer os trechos mais lisos da parede. Também subiam nos ombros uns dos outros para conseguir ganhar altura. Por sorte, muitos trechos da via de conquista contam com chaminés, o que facilita a ascensão.
Foi assim, com muita criatividade e suor, que eles conseguiram atingir o cume, sendo recebidos depois como heróis e com muita festa em Teresópolis. Até mesmo o então presidente da República, Marechal Hermes da Fonseca, tomou conhecimento do feito e mandou um telegrama de congratulações. Foram necessários quase 20 anos para que o Dedo de Deus voltasse a ser escalado. Porém, antes disso, em 1919, houve um segundo fato de extrema importância para o montanhismo nacional: a fundação do primeiro clube excursionista da América do Sul, o Centro Excursionista Brasileiro (Ceb), no Rio de Janeiro.
Leia mais sobre a conquista do Dedo de Deus aqui.

A Serra dos Órgãos

No Brasil, na década de 1930, o grande palco para os escaladores foram as belas montanhas da Serra dos Órgãos, na região serrana do Rio de Janeiro. Sobre esse período, Waldecy Lucena, no livro “História do Montanhismo no Rio de Janeiro” (Editora Publit), escreveu: “Os anos 1930 foram gloriosos em termos de aprendizado e novas conquistas. Passada a fase de amadurecimento, que se deu nos anos 1920, os excursionistas, principalmente do Ceb, deixaram para trás as montanhas de ascensão mais fácil e passaram a explorar as mais ousadas”.A via normal do Nariz do Frade (Serra dos Órgãos, Teresópolis). Foto Antonio Paulo.
Em 1931, o Escalavrado e o Cabeça de Peixe foram subidos pela primeira vez e, no ano seguinte, foi aberta a Travessia Petrópolis-Teresópolis. Em 1933, o Nariz do Frade foi escalado por teresopolitanos e, em 1934, o casal Wilfred e Sylvia Bendy chegaram pela primeira vez ao topo do Dedo de Nossa Senhora. Também em 1931, após várias tentativas, foi realizada, 19 anos depois, a primeira repetição do Dedo de Deus, por Richard Brackmann, Otto Hartmann e Karl Siegel. A foto deles no cume foi estampada na primeira página do jornal O Globo, e não deixa dúvidas quanto ao êxito da empreitada. 
No início da década de 1930 também foram conquistados o Santo Antônio, São João, São Pedro e Garrafão, todos na Serra dos Órgãos, e a Maria Comprida, em Araras (Petrópolis). Nestas últimas montanhas nota-se a participação de Emerico Ungar, o primeiro grande desbravador da Serra dos Órgãos. Pelos nomes dos montanhistas de então percebe-se que havia um predomínio de estrangeiros, principalmente alemães e austríacos. Eles viviam no Brasil, mas já traziam de seus países noções de escalada e o amor pelas montanhas. Entre eles, o de maior destaque na época foi Richard Willy Brackmann, responsável pela primeira repetição do Dedo de Deus e por 32 primazias e conquistas, incluindo inúmeras montanhas em Itatiaia, além do Cabeça de Peixe e dos Picos Menor e Médio de Salinas, em Nova Friburgo.
Logo também surgiram novos clubes, como Petropolitano, Friburguense, Teresopolitano e o Centro Excursionista Rio de Janeiro (Cerj), que, no mesmo ano de sua fundação, 1939, criou a primeira escola técnica de guias do País.
A Agulha do Diabo
Na década de 1940 as coisas não mudaram muito, apenas pelas tentativas de montanhas ainda mais difíceis e complexas do que as de antes. O símbolo desta década, pela dificuldade que representava na época, é a conquista da Agulha do Diabo, em 1940. Seu cume só foi pisado depois de dois anos de investidas e de 26 grampos batidos pelos conquistadores, os brasileiros Giuseppe Toselli, Almy Ulissea e Roberto Menezes de Oliveira, o italiano Raul Fioratti e o alemão Günther Bucheister, todos membros do Ceb. O equipamento utilizado e a técnica de conquista eram os mesmos dos primórdios. A rocha lisa era perfurada por dias, içando-se em seguida pesados troncos e cabos de aço.
Pico Maior,onde fica a via Sylvio Mendes. Foto dos autores.
A Agulha do Diabo (Serra dos Órgãos, Teresópolis). Foto dos autores.
No centro da parade da face sul do Corcovado está a Chaminé Rio de Janeiro. Foto dos autores.Em 1944, foi realizada uma outra importante conquista, a chaminé Stop, por Sylvio Mendes, um escalador à frente de seu tempo, e os irmãos Guido e Rolf Vergelle. Com 240 metros, foi a primeira grande via do Pão de Açúcar e a segunda na montanha. Foi uma conquista rápida e com poucos grampos para os padrões da época. Sylvio Mendes também conquistou o Pico do Itabira em Cachoeiro do Itapemerim (Espírito Santo), em 1947, com cerca de 400 metros e que foi considerada durante muito tempo a via mais difícil do Brasil. Ele conquistou também o Pico Maior, em Salinas, Nova Friburgo (RJ), em 1946, junto com Índio do Brasil e Reinaldo dos Santos, (via Sylvio Mendes, com 300 metros), e a chaminé Rio de Janeiro, na face sul do Corcovado, em 1949 (350 metros), com Índio do Brasil e Reinaldo Behnken, a primeira via aberta na mais vertical parede da cidade do Rio de Janeiro. Sylvio era membro do Cerj, clube que contava com excelentes escaladores nesta época, entre eles os já citados Índio do Brasil e Reinaldo Behnken.
adeusz Hollup durante um rapel típico da época, com a corda no corpo. Foto arquivo Guido Vergelle.
O equipamento utilizado na época: corda de sisal e botas com cardas na sola. Foto arquivo CEC/Ivan Calou.adeusz Hollup numa repetição da Chaminé Stop (Urca, Rio de Janeiro), em 1952. Foto arquivo Guido Vergelle.
Importante também foi a conquista da face leste do Dedo de Deus, que se tornaria a via normal desta montanha. Utilizando apenas proteções naturais, pitons e cunhas de madeira, sem nenhum furo na pedra, Almy Ullysea, Antônio Taveira e Ulysses Braga, todos do Ceb, chegaram ao cume em 1944.
Em outros Estados do País a escalada técnica também se desenvolvia. No Paraná, mais precisamente no Marumbi, elas eram abertas desde 1942. A partir de 1948, com os ensinamentos de Erwin Gröger, começaram as conquistas mais ousadas, como a fenda principal no Abrolhos. Em São Paulo, a Pedra do Baú foi escalada pela primeira vez em 1940, pelos irmãos Antônio e João Teixeira de Souza. No final dos anos 1950, Domingos Giobbi, fundador do Clube Alpino Paulista (Cap), criou três campos-escola no Pico do Jaraguá, onde foram ministrados os primeiros treinamentos do clube. Em 1952, Edgar Kittelmann, Luis Gonzaga Cony e Giuseppe Gâmbaro realizaram a primeira escalada do Rio Grande do Sul, no Pico dos Gravatás, em Gravataí. 
O conjunto Marumbi, Paraná. Foto dos autores.A Pedra do Baú (São Bento do Sapucaí, São Paulo). Foto Silvio Neto.
A face leste do Dedo de Deus (Serra dos Órgãos). Foto dos autores.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Os conselheiros verdes (matéria publicada no Jornal Atual)

Empreendedores de Itaguaí são convidados a integrar grupo que vai contribuir para normatizar as atividades no Parque Estadual Cunhambebe

Um encontro recente na cidade de Rio Claro começou a dar um esboço ao que será o Conselho do Parque Estadual Cunhambebe, órgão que vai nascer com a finalidade de normatizar o uso de uma cadeia de montanhas que se estende entre os municípios de Angra dos Reis, Mangaratiba, Itaguaí e Rio Claro. Empresário com experiência de sete anos no ramo, Marcelo Valverde, proprietário da Montanha do Oeste Esportes de Aventura, é um dos representantes de Itaguaí convidados para a empreitada. O outro é o turismólogo Nelson Wenglarek, idealizador e coordenador dos projetos “Onça Pintada” e “Aguçando os Sentidos”, ambos embasados no conceito do Ecoturismo. A dupla vive agora a expectativa da formalização da função, decididos a contribuir para conscientizar a população sobre a importância daquele ecossistema.

Concebido para funcionar sob gestão do Instituto Estadual do Ambiente, o Conselho do Parque Cunhambebe reúne empresas do ramo, gestores públicos e a comunidade. Dele participam representantes de empresas como ThyssenKrupp, Light e de entidades como a Fundação Oswaldo Cruz e as prefeituras locais. A presença da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro é esperada por participantes do órgão, que, embora recente, já despertou atenção além-fronteira. “Uma universidade da França já manifestou desejo de integrá-lo, inclusive propondo investimentos em pesquisa”, diz Nelson Wenglarek.

Depois da formalização do órgão, que deve acontecer em agosto, as etapas que se seguirão é a de organização de seu regimento interno, a montagem de um calendário de ações e a organização de reuniões itinerantes. Marcelo Valverde acredita que o órgão será fundamental para que se adote providências como a normatização de funcionamento do parque, as formas de utilização, a implantação do serviço de guardas-parque e o treinamento de pessoal. Para ele, essas iniciativas são indispensáveis à preparação do local para receber visitantes. Nelson Wenglartek, por sua vez, sustenta que o projeto deve inspirar experiências voltadas para o agronegócio. Ele cita, por exemplo, o caso da palmeira Jussara, espécie nativa da Mata Atlântica com grande valor comercial. “É necessário incentivar a área de reserva cientificamente, segundo o conceito da sustentabilidade”, diz Wenglarek.

Parque se estende por 38 mil hectares

Criado através do Decreto Estadual nº 41.358, de 13 de Junho de 2008, o Parque Estadual Cunhambebe tem área de 38 mil hectares e abrange parte dos municípios de Mangaratiba, Angra dos Reis, Rio Claro e Itaguaí. A unidade protege uma região de vegetação nativa, formando um contínuo florestal com o Parque Nacional da Serra da Bocaina e a Terra Indígena de Bracuhy, o que assegura a preservação de espécies animais e vegetais ameaçadas com a fragmentação dos remanescentes da Mata Atlântica. Cerca de 95% de suas terras são compostas por florestas bem conservadas, possuindo ainda fontes de abastecimento de água para a população do sul do estado, como a Bacia da Represa de Ribeirão das Lajes.

Área tem espécies ameaçadas de extinção

De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente, a fauna da região e composta por espécies como o mono carvoeiro, a lontra, a queixada, o cateto e o teiú, além de espécies ameaçadas de extinção, como, por exemplo, a anta, um sapo da espécie Cylloramphus eleutherodactylus e um primata da espécie Callithrix aurita. Dentro dos seus limites estão várias áreas de interesse turístico, como a antiga Estrada Imperial, no Distrito de São João Marcos, que conta com mirantes, edificações e ruínas típicas do período colonial. Outros pontos de interesse são o Pico do Sinfrônio, com 1,5 mil metros, em Angra dos Reis, e o Pico das Três Orelhas (1,1 mil metros), em Mangaratiba. Trilhas, cachoeiras e paredões para escalada contam-se entre as principais atrações para os adeptos de esportes de aventura.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

As Primeiras Manifestações de montanhismo no Brasil


Não podemos fixar uma data para o começo do montanhismo no Brasil, muito menos achar a paternidade, porque nada disso aconteceu. O montanhismo brasileiro simplesmente apareceu de forma natural entre os séculos XVIII e XIX e evoluiu por conta dos próprios brasileiros e também dos imigrantes. 
As primeiras atividades nas montanhas brasileiras foram realizadas por garimpeiros e caçadores, e ainda não sabemos nada com relação aos nossos índios. Os jesuítas, muitos deles imigrantes, também já se aventuravam pelos topos das nossas montanhas em 1.700. Por exemplo, o Pico do Papagaio (2.293 m), situado Aiuruoca (MG), já era visitado por jesuítas e pelos escravos em 1726. Os picos da Serra do Caraça (MG), como Inficionado (2.068m), Sol (2.072 m) e Carapuça (1.909m), provavelmente foram subidos pelos jesuítas entre 1770 e 1780. E os topos de outras montanhas mineiras, entre eleas o Itambé (2.044 m) e Itacolomi (1.620 m), provavelmente já foram visitadas ao longo do século XVIIII pelos jesuítas, garimpeiros o caçadores. 
Em 1763, as pessoas já iam pelo menos até a base das Agulhas Negras (áreas próxima onde fica hoje o abrigo Massenas), porque o primeiros registro de neve no Brasile veio de lá e foi naquele ano. Aliás, ninguém sabe ao certo quem e quando o Pico das Agulhas Negras (2.791 m) foi subido pela primeira vez, sabe-se apenas que as primeiras tentativas conhecidas foram feitas em 1856, por José Franklin da Silva (Massena) e colaboradores. Porém, o crédito é dado a Horácio de Carvalho e José Borba que, segundo relatos, chegaram ao topo em 1898”. Todavia, o ponto culminante das Agulhas Negras só seria alcançado em 1919, por Carlos Spierling, Oswaldo leal e João Freitas. 
Neste mesmo século (XIX), o Pão de Açúcar entra em destaque na história do montanhismo nacional. A primeira ascensão conhecida, em 1817, foi atribuída à inglesa Henrietta Carsteirs. Em 1851, 1877 e 1899, várias pessoas, estrangeiras e brasileiras escalaram o Pão de Açúcar e posteriormente as subidas se tornaram freqüentes. As primeiras ascensões tiveram uma certa conotação nacionalista, mas posteriormente passaram a ser manifestações puramente esportivas. Poderia ter nascido aí o montanhismo brasileiro, porque depois de várias outras montanhas foram subidas pelo mesmo propósito, o de aventura esportiva. 
A Pedra da Gávea (842m), também na Cidade do Rio de Janeiro, foi subida antes de 1828 e na década de 1920, a via de acesso era considerada uma escalada técnica, como relata a Ata da primeira excursão oficial do Centro Excursionista Brasileiro, fundado em 1919. (...) O problema é que não há registro histórico das primeiras ascensões de algumas de nossas montanhas. De qualquer forma, varias outras de dificuldade técnica igual ou inferior à Pedra da Gávea e o Pão de Açúcar foram subidas em alguns estados brasileiros, por exemplo:
  • A Pedra do Sino (2.263m), em Teresópilos (RJ), foi subida pela primeira vez pelo escocês George Gardner e dois mateiros de Teresópolis, em 1841;
  • O Pico da Bandeira (2.891m), Minas Gerais, foi subido em 1859 a mando de Dom Pedro II (mas é possível que tenha sido subido antes);
  • O Pico Olimpo (1.539 m), na Serra do Marumbi (PR), foi escalado em 1879 pelo Joaquim Olimpio de Miranda e colaboradores;
  • O Monte Roraima (2.723 m) em 1884, pelo inglês Everar Im Thurm;
  • O Pico Forno Grande (2.039 m), situado no Estado do Espírito Santo, foi subido em 1908 pelos irmãos Agostinho e colaboradores
O Dedo de Deus é o símbolo do montanhismo brasileiro, não só pela sua beleza e imponência, como por sua história que, de acordo com a maioria dos montanhistas, marca o início da escalada técnica (alpinismo) no Brasil, fato que aconteceu em grande estilo e foi realmente um marco importante e de repercussão internacional. Um evento que bastante divulgado à época e com enorme apelo popular. E tudo aconteceu em 1912.

** Baseado no livro Montanhismo Brasileiro, Paixão e Aventura de Antonio Paulo Faria, 2006, p. 64 a 67.


sábado, 15 de novembro de 2014

Picos das Três Orelhas (1430 m) (Mangaratiba)




O conhecimento do Parque de Cunhambebe é ainda superficial, até mesmo porque ele ainda não dispõe de nenhuma estrutura ou sequer de uma simples portaria.

O Parque é muito recortado e dividido em uma dezena de setores. Seu miolo fica a oeste e é constituído pelas Serras do Piloto, do Sinfrônio, das Três Orelhas e do Pinto. Para os praticantes de montanhismo, o mais interessante dos setores fica em Mangaratiba: é o da Serra das Três Orelhas, assim chamada devido às três corcovas rochosas que aparecem em sucessão. Talvez seja melhor avistar do que visitar esta formação – segundo soube, a trilha encontra-se muito fechada, pois não é percorrida há cerca de 2 anos e meio.

Mas perto dela existem duas belas montanhas: as Pedras Chata e do Fogo, ambas acima de 1.500m. Os acessos a estas duas formações partem de Lídice, vila que é um distrito de Rio Claro, e bem mais interessante do que este. Eles são parecidos, 8 a 9 km em estradinhas de terra em condições razoáveis, pelo menos no inverno. Suas trilhas percorrem íngremes encostas inseridas na floresta exuberante, com ascensões de 550 a 600 metros.

A Pedra Chata é mais conhecida, com uma subida na direção sul de 4 km, que pode ser feita em 2½ hs. Já o caminho da Pedra do Fogo é mais longo, com 7.5 km no rumo sudeste, que passa por trechos mal definidos de mata e pode demandar até 5 hs só de ida. Do alto das pedras, há uma linda vista da superfície do mar, que envolve a Restinga de Marambaia e banha a planície de Porto Belo, bem como das Três Orelhas e do sertão de Rio Claro.

Igualmente, existem os acessos a duas outras montanhas que, devido aos seus formatos sugestivos, podem ser reconhecidas de longe. São ambas pertencentes à Serra das Três Orelhas - o Pão de Açúcar e o Pico do Papagaio. Confesso, porém, que tenho dificuldade em imaginar as razões para estes nomes, pois não se parecem com seus modelos. Este interessante conjunto de cumes próximos é considerado com razão o cartão postal do Parque.

Comentando sobre os principais pontos turísticos do Parque Estadual Cunhambebe, vamos falar do Pico Três Orelhas, essa formação rochosas projetada na vertente da Serra do Mar, voltada para Rio Ingaíba (Mangaratiba). Possuí escarpas e cercadas de floresta, são difícil acesso, o maior pico chamado de Orelha Maior tem 1430 metros segundo IBGE

 Três Orelhas






Aceitamos doações de fotografias do Pico Três Orelhas, Pedra Chata e Pão de Açucar para Compartilhar com nossos visitante, para que possam vê a necessidade de preservar essa área de esplêndida beleza.

Download Wallpaper grátis: 1600 × 1200  
Crédito:Refugio Limpa Trilha

Visitação ao Parque Estadual do Cunhambebe


O parque ainda não tem sede própria.
Endereço: provisoriamente, o atendimento administrativo é na Gerência das Unidades de Conservação de Proteção Integral (Gepro),  Av. Venezuela, 110, sala 315 - Saúde - Rio -  RJ
Horário administrativo: 9h às 18h
Telefones: (21) 98596-8747 | 98596-5218
Adote a Conduta Consciente
  • Informe-se sobre normas e regulamentos dos locais que vai visitar.
  • Caminhe somente pelas trilhas; atalhos são perigosos e degradam o ambiente.
  • Deixe cada coisa em seu lugar; não risque pedras ou troncos de árvores.
  • Respeite a fauna e a flora: observe animais à distância, não os alimente, não cace nem colete espécies.
  • Não faça fogueiras.
  • Cuide do lixo que você produz até chegar a um ponto de coleta.
  • Leve materiais de primeiros socorros.
  • Informe às autoridades em caso de acidente.
Ao ar livrePasseios, caminhadas, escaladas e muitas outras atividades ao ar livre podem ser feitas sem perturbar o ambiente natural, por isto são atividades permitidas no interior dos parques.
E sempre bom lembrar que a prática de atividades recreativas e esportivas em áreas naturais oferece riscos, inclusive dentro de parques públicos. Saiba mais.
É bom lembrar também que a caça, a captura de animais e a retirada de plantas são condutas ilegais.

Mapa Localização

Visualizar a localização do Parque Estadual Cunhambebe.

Descrição do Parque Estadual do Cunhambebe


O Parque Estadual do Cunhambebe foi criado através do Decreto Estadual nº 41.358 em 13 de Junho de 2008 e possui 38 mil hectares de área e um perímetro de quase 920 quilômetros, com essa área o parque se transformou no o terceiro maior parque Fluminense, atrás apenas do Parque Estadual de Três Picos e do Parque Nacional da Serra da Bocaina.
Quanto aos municípios, Mangaratiba tem a maior área incluída no parque, com mais de 15.800 hectares, o que corresponde a 41% da área desta UC, e grande parte dessa área são de encostas elevadas desse município. Rio Claro tem quase 11.870 hectares incluídos no Parque, equivalentes à cerca de 31% de toda a área. As áreas inseridas no recorte que pertencem a esse município estão concentradas na proximidade dos divisores com os municípios litorâneos e na região da Represa de Ribeirão das Lages. Angra dos Reis responde por aproximadamente 27% de todo o parque, ou cerca de 10.350 hectares. Toda essa área está localizada nas partes médias e superiores das encostas da porção leste do município. Em Itaguaí o parque tem pouco impacto, pois a área desse município é inferior a 500 hectares, que representam somente 1,3% do território proposto para a UC. Essa área está localizada em um pequeno trecho no extremo oeste de Itaguaí e na porção superior da bacia do rio Mazomba.
Os objetivos de sua criação são: assegurar a preservação dos remanescentes de Mata Atlântica da porção fluminense da Serra do Mar, bem como recuperar as áreas degradadas ali existentes; possibilitar a conectividade dos maciços florestais da Bocaina e do Tinguá; manter populações de animais e plantas nativas e oferecer refúgio para espécies raras, vulneráveis, endêmicas e ameaçadas de extinção da fauna e flora nativas; preservar montanhas, cachoeiras e demais paisagens notáveis contidas em seus limites; oferecer oportunidades de visitação, recreação, aprendizagem, interpretação, educação, pesquisa, e relaxamento; estimular o turismo e a geração de empregos e renda; assegurar a continuidade dos serviços ambientais.

PARQUE ESTADUAL CUNHAMBEBE



A ideia surgiu com forma de preservar e fazer uma divulgação desse espaço que foi criada para preservação ambiental e temos poucos informações e divulgação.
Foi divulgar o trabalho de ecoturismo para melhorar a Proteção Ambiental do Parque Estadual Cunhambebe.
Planejo montar um acervo de fotos das principias pontos turísticos do PE Cunhambebe.
Quem quiser divulgar ou repassar a ideia por favor nos ajude, sendo com ecoturismo, como a divulgação de fotos e exposição de fotos de trilhas ou ecoturismo.  
nota para enviar fotos da área do Parque Estadual Cunhambebe envie para meu email; alv_ferreira@hotmail.com